quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Perfeição por Haydée S. Hostin Lima

Escreve na quietude do quarto
aquilo que te vai ao coração.
Ninguém te culpará
pelo momento
ou pelas lágrimas
escritas em brancos lenços
pois a poesia
a transpirar nos versos
é a lucidez (perfeita)
dos silêncios.

O Encontro por Ewerton Faverzani

A poesia
Brinca de esconde-esconde
Me abraça me beija
Consome meus segredos
Descansa em meu coração
Atiça a minha ira.

O poeta
É alma gêmea
dos guerreiros.

Por Angelise Fagundes

e luta, e morre, e vive, e teima e ama
e invoca, e cria
a cria do verso
que (in) verso
ama, enlama, incita, toca, usa
e roi o
outro - atro
unha a unha
pra fome do verso
que ora
sem iniciar, termina.

Êxtase por Carlos Cassel

Meus sentidos celebram
Epifanias de minhas convicções
Meus olhos absorvem perfumes
Minhas mãos colhem estrelas

Nem faço esforço para tê-las.

Encontro por Maria Regina Caetano Soares

Noite de maio
trinta e um
Um papo
entre a lua e
o anjo azul
Acaba em
Casamento
Bluemoon

O poema por Denise Reis

O poema traz em si
o significado das asas
ferramentas de silenciosos
ensejos
vício inócuo das palavras
num vôo súbito diz do viver
a própria vida
é sem censura
fecunda a boca

Lirismo pungente por Heloísa Scherer Corrêa

Um homem uma mulher
nem triste, nem alegre.
Talvez...lirismo pungente.
O olhar diz o que sente,
a boca parece que mente.
Não!
Há inocênvia, há pureza nas faces.
A voz está ausente, não há solidão.
O tempo é passado, presente, futuro,
Agora.
Ah! Se os silêncios tocassem...

Silêncio por Maria Barbiero Venite

Palavras
quebram o vazio
Reiniciam o enrolar
Do pensamento
Pausa interrompida
Pelo tilintar da vida
Só estava a esperar
Ouvir o silêncio
De dentro de mim
Ora recomeçar.

Ilha por Irene Fernandes

Cidade, espaço ilhado,
sempre vigiado
por seres estranhos
de outras galáxias,
todo cercado
por trancas e grades
e só revelado
em suas metades.

Cantar por Homero Alves

Cantar é dobrar a alma,
Na curva da melodia.
Cantar é moer a dor
em moinho de alegria.

Imagens por Selma Nanci Feltrin

Ensimesmada por descobrir a que venho,
Nas vielas internas de mim, busco a essência dos meus segredos.
E na geometria da pátria imaginária redesenho.
Tudo com detalhes, desprendo-me,
rompendo imagens sem medo.